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domingo, 19 de setembro de 2010

Eixo III

Ao adentrar os estudos realizados no III Semestre do curso de Pedagogia pela UFRGS, defrontei-me com pertinentes colaborações teóricas voltados para o meu TCC na interdisciplina de Literatura Infantil, onde há um olhar direcionado e intencional, devido é claro, a importância dos contos de fadas no universo da literatura bem como o uso das mesmas em sala de aula.
No texto: Encantos para sempre de Ana Maria Machado,a autora reafirma meu pensar (já que então havia desenvolvido alguns escritos para o TCC)da importância dos contos de fadas no processo de alfabetização e letramento da criança, bem como a suma importância das contações de histórias onde a criança possa imaginar-se e solucionar suas dramáticas de vida. A mesma cita também um dos autores que teoricamente abrange o tema do meu TCC:

Outra camada profunda que fica latente sob a linguagem simbólica dos contos de fada tem a ver com os desejos, medos e anseios do ser humano em geral, independentemente de época, classe social, na¬cionalidade. Daí seu imenso valor psicanalítico, já que por muito tempo eles constituíram a forma mais cômoda e acessível para que as crianças e as pessoas mais simples pudessem elaborar simbolicamente suas ansiedades, angústias e seus conflitos íntimos — como demons¬trou Bruno Bettelheim em A Psicanálise dos Cantos de Fadas.

A mesma nesta outra escrita nos fala sobre o imaginar dos contos de fadas:

"Ler uma narrativa literária (como ninguém precisa ensinar, mas cada leitor vai descobrindo à medida que se desenvolve) e um fenôme¬no de outra espécie. Muito mais sutil e delicioso. Vai muito além de juntar letras, formar sílabas, compor palavras e frases, decifrar seu sig¬nificado de acordo com o dicionário. É um transporte para outro universo, onde o leitor se transforma em parte da vida de um outro, e passa a ser alguém que ele não é no mundo quotidiano.

É talvez a literatura infantil que impulsiona muitas crianças no processo de alfabetização,e também aoo desencadeamento da heteronomia para a autonomia e então...
Terei de ler, reler e revisar bem esta interdisciplina para agregar conceitualmente meu TCC.

sábado, 11 de setembro de 2010

II Semestre 2007

O II semestre do curso em Licenciatura em Pedagogia apresentou-nos intedisciplinas significativas para minha prática docente bem como terá máxima importância para as argumentações teóricas do meu TCC, visto que aborda variados conceitos. Primeiramente a interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na perspectiva histórica apresentando-nos “O Manifesto dos pioneiros” como um marco nas reivindicações e melhorias na existência da escola pública no Brasil. A interdisciplina de Infâncias de 0 a 6 anos apresentou-nos a complexidade do abandono nesta fase da vida onde há um olhar aprofundado sobre o ponto de vista psicológico que aponta como a fase mais importante da vida de um ser humano, onde todas as contribuições e teorias de autores foram apresentados pela interdsciplina de Psicologia I através de Freud, Gestalte Piaget que aborda o erro como um processo único e construtivo. Este semestre carregado de interlaços conceituais trouxe nos o presente de refletir sobre a educação, suas influências na sociedade e na infância.
Ainda neste semestre o estudo sobre o letramento e alfabetização onde conceituo após alguns estudos os mesmos:

Penso em alfabetização não só como um domínio da leitura e da escrita, mas sim e também como a “leitura” e a interpretação do indivíduo para com o mundo. Tanto é que para mim, o homem está sempre se alfabetizando: culturalmente, emocionalmente, dominando novas palavras, novos conceitos que influenciam e ajudam o seu viver.
Ano passado com uma turma de pré-escolar e inexperiente me vi perdida a tentar passar conhecimentos de letras e sons para meus alunos. Tendo de partida que eles já liam, pois identificam rótulos, objetos, alguns identificavam cores... Comecei com contatos mais diretos: foi então que coloquei nomes, letras em todos objetos da sala.
Quadro, cadeiras, mesas, gavetas... Enfim tudo o que estava presente na sala, havia a identificação por letras. Inclusive eles e eu-pois tínhamos crachás.
Talvez não seja a melhor “fórmula” mas foi de grande valia.
Já este ano com uma turma de quarta série me aprofundo mais na linguagem da interpretação do mundo, dos problemas, e principalmente do mundo ortográfico da nossa língua portuguesa (tão peculiar).
Tendo em vista que a linguagem materna é aquela que o aluno tem como sua primeira bagagem, tento não excluí-la, mas sim lapidá-la, com observações, sugestões, criações de textos coletivos.

Para crianças de 6 anos, que estão iniciando o processo de alfabetização,no caso meu estudo do TCC estão cheias de curiosidade e disposição para aprender, há muitas escolhas: histórias poemas, trava-línguas, canções de roda,cabe então ao professor criar situações para que o aluno desenvolva seu intelecto sobre ponto de vista da escrita e leitura.